sexta-feira, 26 de outubro de 2012

'SenHora


Diante dos meus olhos, queria poder te ver passar. Todas às vezes tomo capuchino, sentada a beira do ponto de ônibus, a música favorita, toca, uma, duas, três vezes... O relógio só me avisa que você tem ido, e meus olhos e meu rosto sentem a presença da idade, são necessidades simples mas meus olhos já não têm a mesma intensidade e nem percebo que tens andado... Eu sei... devia medir o tempo pelas pulsações do coração. Não vejo pessoas que mais amo por dias, algumas hoje nem se lembram mais do meu nome,  a distância nos perdeu. Perdi em um mundo "sen-horas", sem tempo, onde o almoço se resumia  nos casos clínicos. Sinto meus olhos caírem no fim do dia, desejando somente que você, tempo, fosse eterno. Acordo e mais um dia se vai, assim outro, meses e anos. Onde você foi parar?! Na falta de tudo aquilo que eu não tinha na minha janela...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

We are Young'


Sim, nos encontramos... Nos víamos, nos beijávamos, nos gostávamos...E foi sim tudo um pouco escondido, sim um pouco as claras. Nós entendíamos como o frio da madrugada nos encontrava e nos abraçava... E lembro-me como no fim da noite nos olhávamos e nos queríamos... Sim, eu vi seus olhos brilharem ao encontrarem os meus... Tudo simples, tudo rápido, tudo sem planos, tudo sem nós... Tive noites em claro, pensando, rindo, chorando... passei horas esperando você chegar, ri nas madrugadas frias, e hoje você se vai... Não; eu me vou... Sentar na cama e ver você chorar por não querer deixar meus olhos, simplesmente chorando ou sorrindo, me despedindo... Não, não consegui; chegar ao portão e te ver indo para não mais voltar, não consegui te ver partir. Não consigo esquecer seus bordões, e nem suas gargalhadas... Futuro incerto, mas não quero que você vá, não quero te deixar sem mim, não quero seguir sem você... eu sei são muitos caminhos, muitas escolhas, mas é tempo! Tempo de deixar os olhos se olharem mais de uma vez, e descobrirem aquilo que estava perto, e só foram descobrir quando demos nosso último abraço, nosso último beijo- 'We are Young'-  eu quero te ver sorrindo, te quero na nossa casa branca com andares, piscina e muitos espelhos e vidros refletindo a luz do sol. Sim, quero dormir, e acordar com o cheiro do seu perfume por toda a casa, quero sentar no sofá preto e contar histórias comendo pipoca ao som das músicas românticas que nunca ouvimos antes. Fim da primeira etapa e continuação com a segunda; sim, te quero pra mim, meu amor!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Danço'

Chove em mim, chove em você... Chove sobre nós e a chuva é fria, então corremos nela... sinto-me acalentada pelos abraços doces, também pelos sorrisos que mesmo de longe, trazem gargalhadas nos meus pés... Eu tento disfarçar, mas canto no chuveiro! 

E eu vejo você dançando, vindo me encontrar, e mesmo meu olhar estando baixo, vejo suas danças engraçadas e começo a rir; então percebi que é especial! E tudo que se foi, volta em flores vermelhas que são jogadas no chão - me deixando passar por elas, e os meus olhos vivos não mentem: estou feliz porque você veio...

quarta-feira, 7 de março de 2012

'Bonde

Somos poucas.  Juntas: maiores....Só por termos algumas histórias em comuns?! Não!!! Claro que não... Simplesmente queremos sair e ver como a lua brilha numa quartaneja ou até mesmo em confissões de um mesmo grupo que ri, chora e coloca cláusulas. São de maiores, são mensagens, são elas: as meninas do bonde. Bonde este que surgiu por susto, e hoje é pra as integrantes a atração do novo verão e o último do começo. Estamos presentes nas nossas condições, chorando na frente do romance, no chão do Catra, ou até sambando para você. Às vezes é gostoso sofrer de mentirinha... acho este o lema de algumas;  já de outras, pegam e não apegam nele... Afinal somos um bonde.  Hoje rimos porque cada tombo, foi motivo para estarmos vivas, e  Big Apple. Somos bobas sim,  animadas e queremos sair toda a semana, entretanto ao mesmo tempo estar sentada na frente da t.v. e comer pipoca; afinal, somos mulheres! '-Mas, me conte, bonde de que?! '-Ahhhh... não me pergunte, porque um bonde sempre leva vários passageiros; alguns como eu, outros como você.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sinos'

Se não percebe, eu vou te contar: Hoje, exatamente hoje, os sinos se dobram de dentro para fora e de fora para dentro, ainda consigo conversar e não mostrar que eles fazem isso por mim mesma, mas veio pelo sorriso. As frases são como um amor de verão, e enquanto todos dormem; subo na bicicleta e começo a pedalar, enquanto meus olhos roxos estão fixos no pôster pregado no nosso porão. Felicidade é para quem quer  e curte cada segundo como se fosse torná-lo eterno, não quero?! Não tive tempo!!! A dor se foi quando comecei a sentir demais sua falta... sei o que vivi. Não sei se terei chance de olhar seus olhos cor de mel e saborear a doçura dos sues beijos. Saudade! Olho e espero que na minha casa, você bata na porta, e diga: sim; eu sinto a saudade de poucos dias. Qualquer coisa é possível. 'Não pergunte por quem os sinos dobram; deixe que eu mesma lhe diga: exatamente aqui e agora, dobram por ti. '

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

faculdade.com'

Sim, tudo começou com uma discussão pela sobremesa, afinal só queriam ser feliz. Paixão pelos pensamentos não saiam de cima de nós, era nuvem em forma de felicidade. Era doce ao amargo, era fruta ao sono e ao sonho. Eram apenas amigos, eram apenas colegas... Eram apenas pobres mortais indo à luta... Era pó ao suco natural, também eram passos incompletos e muitas vezes silêncios às palavras. Era mais uma torrada, do que a toalha quadriculada e sempre estendida sobre a grama. Sim, eram palavras que se engasgavam e muitos gestos estáticos. O tempo sempre foi preenchido, bem como o coração; eram festanças de um livro de romance.  Saudade já é, com o resto é figuração; não eram, não foram, não deixaram, simplesmente foram como seu rosto na janela, e sim o brilho do sol era forte, tudo no preto, tudo no branco, tudo não vi.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Se doe, perdoe-se!'

'Me encantei. A culpa é minha. Minha e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca... Então, com licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Para de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe... Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.'

Fernanda Mello